Como o Gerenciamento de Risco ajuda a manter sua apólice de seguro saudável?

Não é de hoje que o segmento de transporte apresenta suas próprias exigências para tornar as operações mais seguras e eficazes. Isso também envolve a contratação de uma apólice de seguro para cargas que, diretamente, está relacionada à capacidade da elaboração de um bom gerenciamento de risco e como isso pode impactar nas taxas de sinistralidade.

O fato é que, quando falamos em transporte de cargas, os riscos são reais e, cada envolvido nas etapas da operação busca maneiras de tornar a atividade viável e segura em todos os aspectos. 

Por isso, quando há um gerenciamento de risco bem planejado, consideramos que as chances de evitar prejuízos estão presentes por meio de estratégias preventivas de segurança e que fornecem informações precisas para manter o transporte em segurança.

Se para a transportadora a contratação de uma apólice de seguro é imprescindível, para a seguradora um gerenciamento de risco é tido como obrigatório para que a contratação seja realizada. 

Esses tipo de norma é solicitada quando o transportador contrata uma apólice de RCF-DC (Seguro contra Roubo), ou no caso de um embarcador, quando uma apólice de Transporte Nacional com cobertura para o roubo da carga é contratada.

Portanto, a relação entre a contratação de uma apólice de seguro com um gerenciamento de risco é intrínseca. Mas, você sabe qual é a influência da sinistralidade com o reajuste do seguro e como o PGR pode auxiliar a manter sua apólice saudável? Entenda melhor neste conteúdo. 

A influência da sinistralidade no valor da apólice de seguro

A contratação de apólice de seguro para transporte de cargas é sempre motivo de ansiedade em relação à determinação dos valores e a possíveis reajustes. Um dos fatores que pode interferir é a ocorrência de sinistros durante o período de vigência do contrato.

O cálculo para a contratação ou renovação leva em consideração o valor pago de prêmio de seguro, ou seja, o valor pago efetivamente para a seguradora, e o valor que foi indenizado pela seguradora na ocasião de um possível sinistro. Isso é feito com base no histórico da empresa contratante.

O resultado disso dirá se há uma sinistralidade saudável ou não, ou seja, se está dentro do percentual de até 40% na relação sinistro X prêmio. 

Caso o valor esteja acima disso, quer dizer que durante o período vigente do seguro, a sinistralidade foi acima do esperado e pode indicar um reajuste significativo para uma novo contrato para aquelas condições da apólice de seguro.

A alteração do valor pode ocorrer de diversas maneiras, como por exemplo:

  • Aumento do prêmio mínimo mensal;
  • Aumento da taxa;
  • Ajuste da franquia;
  • Revisão da regra de gerenciamento de risco, com o objetivo principal de recuperação.

Formas de evitar a sinistralidade

Existem algumas medidas e procedimentos que podem ser aplicados pelo contratante do seguro e por sua gerenciadora de riscos como forma de minimizar ou até evitar sinistralidades. 

Estes aspectos também ajudam a seguradora a entender o grau de segurança do transporte daquela carga, e como pode calcular melhor o valor da apólice do seguro.

Selecionamos os principais itens a serem verificados:

  • Avaliação da logística de transporte - ao analisar a operação logística por completo, será possível identificar possíveis falhas e vulnerabilidades na operação. A partir disso, é possível solicitar ajustes e a inclusão de mais ações preventivas para evitar uma sinistralidade elevada;
  • Padronização dos processos de segurança - com processos de segurança bem estruturados e um PGR alinhado ao tipo do negócio permitem seguir estratégias e protocolos de forma mais assertiva. Portanto, é importante verificar se o contratante conta com estes padrões, e especialmente, se seu PGR atende, de fato, as especificidades do transporte.

Como o gerenciamento de risco pode minimizar os índices de sinistros?


Para que a apólice de seguro se mantenha saudável, é fundamental que o contratante do seguro conte com um bom plano e serviço de gerenciamento de riscos

Isso porque, esse planejamento apresenta um olhar detalhado sobre aspectos cruciais para a segurança da rota do início ao fim, reduzindo as chances de ocorrer situações que possam contribuir para o aumento da margem aceitável de sinistro. 

Além disso, recursos de controle e monitoramento do gerenciamento de risco ajudam a seguradora a evitar danos preventivamente, como nos exemplo a seguir:

  • Controle de velocidade: tenha um histórico da velocidade atingida pelos motoristas durante o percurso com um software desenvolvido para operações logísticas
  • Rotas estratégicas:  partindo de uma inteligência artificial, com um roteirizador é possível encontrar rapidamente rotas para rodar menos, entregar mais e em segurança e reduzindo custos operacionais.
  • Realizando ações preventivas: o mapeamento de áreas e horários de risco e vias perigosas, veículos e motoristas cadastrados, auxiliam em medidas preventivas para reduzir as possibilidades de aumento do sinistro
  • PGR e instruções para a apólice de seguro: com um estudo da operação a ser realizada seguindo as instruções da apólice de seguro, a gerenciadora de riscos estará ainda mais capacitada para elaborar um plano eficaz e certeiro para minimizar as chances de roubos, acidentes ou avarias durante a operação.
  • Ações redobradas em caso de acidentes e tombamentos: o monitoramento 24 horas possibilita, em tempo real, todos os controles em frotas próprias e terceiras, com ou sem rastreadores, para aumentar a produtividade e agilidade nas informações e na solução das eventualidades, como em casos de acidentes e tombamentos.

Como vimos, um PGR efetivo e os serviços e as soluções de uma boa gerenciadora de riscos têm um importante preponderante para a eficiência e controle do transporte de cargas, e, por consequência,  na contratação de uma apólice de seguro saudável. 

Não é à toa que esta estratégia de segurança passou a ser item obrigatório e exigido pelas seguradoras e tem se mostrado ainda mais crucial para manter a operação produtiva e longe de prejuízos evitáveis.

Se esse é um assunto que também desperta o seu interesse, acesse o Guia de GR: Como evitar prejuízos desenvolvido gratuitamente pela AngelLira e descubra novas diretrizes que poderão auxiliar na diminuição de riscos e sinistros no transporte de cargas.